terça-feira, 4 de agosto de 2009

l'été

ensaio a vida segundo os estações. aqui deste lado, digamos, elas se impõem. sem que eu perceba o sol vem queimar minhas folhas, assim sem avisar. e amanhã eu esperei a praia com areia fina que eu gosto tanto, sem ter muita coisa pra dizer, só o mar me escutando. mas fica no sonho de colocar a concha no ouvido e deitar pra deixar a brisa lambiscar a pele. e tomar cuidado pro sol não me molhar demais. e só. o mar aqui é mãe, coisas de fonética. do lado de cá o fruto vem da áfrica, vem, lá do outro lado do mediterrâneo. vem xoxo, cansado de voar. verde de madureza forçada, sem o gosto de pegar um bem madurinho no pé. é o desenho que se faz dessa forma-mercadoria que é hoje o meu mapa. o meu céu é diferente, mas começo a reconhecer as constelações como se fizessem parte da minha cartografia. e então eu gosto de sentir as estações. ainda que elas não sejam suaves, gosto de senti-las me refazendo. e a água é vida. a água é viva? ô calor...