pois é. talvez os fatos consumados nem o sejam. talvez toque um tema de viola esquecido no subconsciente. aquele que puxa um tempo tão perdido, lá do cafundó do imaginário. uma coisa que só a gente sabe o que é. um banzo do que não foi.
se a gente sabe e dói mais em baixo do que em cima, então a gente pode confiar que se não é pra ser o tempo diz, a gente pode acalmar o coração e o fogo na palha se consome sozinho, sem precisar queimar o que não deve.
nessa nossa história de agora as folhas demoram mais pra cair, porque a gente produz muito calor, porque a gente não quer mais ficar velho, porque a gente tem medo de ficar feio e murcho. mas é um espetáculo tão bonito. e a gente não compreende, fica querendo voltar pruma época que nunca existiu. esse veranico desenxabido. essa zona de conforto. é agradável, é gostosinho; é expansivo, é tão diferente! é tudo o que eu precisava. um veranico pra alimentar o estado plasmático. e ficar assim, na terra do nunca. e ficar assim. querendo. fantasiando o próximo verão. eita nóis.
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